Analisando de uma forma geral a prestação global da nossa equipa, diria que não passou de mediana. Tão mediana quanto as exibições individuais de centrocampistas como Romagnoli ou Izmailov. De facto, concordo totalmente com Paulo Bento quando refere que ofensivamente tivemos 30 minutos iniciais inexistentes e uma ligeira melhoria na 2ª parte apenas para o mediano. E com uma exibição desse nivel só puderiamos aspirar a trazer 1 (mísero) pontinho do Dragão, isto porque defensivamente estivemos organizados como sempre. Neste aspecto, de salientar a (1ª) boa prestação de Ronny, sempre bem equilibrado defensivamente e ofensivamente na sua faixa lateral.
Então como explicar outro resultado que não o nulo?!
Basicamente, porque existiu um erro. Mas, erro de quem?!
Sugiro a divisão desta resposta em 2 pontos.
1. Polga corta a bola na direcção da sua área, Tonel abre as pernas e deixa a bola rolar até Stojkovic. Este sem uma pressão sufocante, logo com tempo para afastar a bola ao pé, decide dominar e seguidamente agarrar a bola. O nivel de pressão do adversário não justificava nem de perto, nem de longe o precipitado e sobretudo arriscado (dado o nivel já habitual de pressão sobre a arbitragem existente no Dragão), agarrar da bola.
2. Jorge Coroado refere que segundo as directivas da Uefa estas situações de atraso de bola ao GR que agarra á mão, estão perfeitamente tipificadas e clarificadas, sendo que, no seu entendimento, fica claro que não existe qualquer atraso de bola ao GR, mas sim um corte por antecipação de Polga, que envia a bola na direcção de um seu companheiro de equipa e só posteriormente o GR segura a bola. Logo, claramente, não existiu motivo para livre indirecto.
RESPOSTA: A responsabilidade do erro é maioritariamente arbitral, sendo que não deve deixar de ser apontado o acto arriscado e muito precipitado de Stojkovic em segurar aquela bola.
Uma nota final para a arbitragem de Pedro Proença. Se tecnicamente na minha opinião e de Jorge Coroado esteve mal e com isso teve influência directa no resultado do jogo, pior foi o seu desempenho no controlo disciplinar da partida. Entradas como a de Quaresma e Bosingwa dignas de vermelho directo, mereceram do árbitro um amarelo no 1º caso e (imagine-se!!!) nada no 2º. Entretanto, Pedro Emanuel decidiu brindar Derlei com uma cotovelada, outra situação claramente tipificada pela Uefa e para a qual existem directivas que obrigam á exibição do cartão vermelho nestes lances. Logo, estou com o "pasquim vermelho" A BOLA, ao descrever a arbitragem de ontem, de muito boa! :))))))))